Continuando…

2. aqui na praia ela (sogra) teve muita dificuldade, mas muuuiitaaa, em se adaptar, não sabia ligar o chuveiro, por mais que ensinássemos, se sentia deslocada, não sabia onde estavam as coisas, os pratos, copos, por mais que mostrássemos a ela..; o que mais me surpreendeu foi que ela não tinha sequer a CURIOSIDADE de aprender, nem de EXPERIMENTAR, FUÇAR, ex.: me chamou um dia dizendo que havia ligado a água fria do chuveiro, e o que fazia ela agora? quando cheguei ao box, vi que a água quente estava enfumaçando o banheiro…, ela sequer teve a curiosidade de experimentar a temperatura da água…!  Isso, de alguma forma, também reflete insegurança e medo de errar.

– na praia, só pedia sorvete de coco, nunca teve a curiosidade de provar outro sabor

– e ficava repetindo toda hora que as coisas aqui eram bem diferentes…, e que o chuveiro era ‘esquisito’…

Será isso uma real dificuldade de aprendizado? Uma mente distraída, dispersa, sem foco? Ou sinais de senilidade mesmo?

Não entendo nada de neurociência, mas acredito que a mente (ou a maioria delas) pode ser ‘treinada’ a pensar, desde que nascemos até o último dia, a encontrar os caminhos; as sinapses entre os neurônios aprendem com o tempo a fazerem associações e ligações entre assuntos/locais/ símbolos, etc; se o cérebro não aprende desde cedo esses caminhos, e se não é estimulado a ‘procurar’ as soluções para problemas, essas ligações vão se tornando cada vez menos prováveis, até que um dia os impulsos elétricos não sabem mais percorrer essas trilhas, e o cérebro não sabe mais como ‘pensar’..

(Segue amanhã)

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