Sou do tempo que ‘notebook’ significava apenas um caderno de anotações, brochura ou espiral, desses que a gente levava na escola.

Da série ‘DEZ COISAS QUE ADORO FAZER’, a segunda da lista (não necessariamente nessa ordem de importância) é..

2. Adoro comprar cadernos

É uma espécide de compulsão, eu diria.., não posso entrar nessas papelarias ‘descoladas’ que acho sempre uma justificativa para comprar mais um…, ‘tava em promoção’, ‘tô precisando de um para isso, ou aquilo..’, ‘ai que lindo!!’, e por aí vai.

Bom, nessa tarefa de arrumar os armários do início do ano, advinhem: achei váááários cadernos muito pouco usados, diria..2% ou 5%, e o resto de folhas em branco, limpinhas, esperando pensamentos, letras e rabiscos.

O fato é que sempre gostei de escrever, e tenho váááários outros preenchidos, cheios de reflexões de adolescência e pós -adolescência.  Eu não tinha o hábito de escrever diários tradicionais, relatando simplesmente os acontecidos, mas era uma forma de pensar alto, refletir comigo mesma.., e assim fui desenvolvendo gosto pela coisa, até chegar no blog!!

Blog é bacana, é o diário eletrônico, mas nada se compara às emoções despertadas quando você folheia um caderno antigo, relê sua própria letra, vê como ela evoluiu (ou involuiu..rsrs), revive o momento com muito mais intensidade.., por isso cadernos de papel vão ser sempre insubstituíveis.

Gosto na verdade de papelarias em geral, até uma Kalunga me diverte, essa época de ‘volta às aulas’ sempre me traz boas lembranças. Era a época que mais gostava… podia comprar cadernos novos, lápis, borracha, encapar os cadernos.., chego a sentir o aroma das folhas brancas novinhas…, sou meio ‘fissurada’ em papel.

Quando trabalhava na região da Paulista, gostava de ir até a Paper House na Oscar Freire, acho que eles foram meio inovadores nesse mercado. Agora que ando mais pelos lados de Pinheiros e V.Madalena, gosto de xeretar na Portfólio – que fica na Mourato Coelho.  Eles têm um estoque de moleskines* incrível, encapados de tecidos estampados nos mais variados padrões…, é impossível não comprar nada – gosto de dar de presente também!

*Moleskine, para quem não sabe, é o nome que se dava aos cadernos que Vincent van Gogh, Pablo Picasso e Ernest Hemingway usavam para fazer anotações (chiqqqquuuuéééérrrrimo), aqueles de capa preta dura com elástico. Para quem gosta de fuçar, entrem nos sites www.moleskine.com e www.moleskineus.com e divirtam-se!

Sou tão encantada por esse assunto que estou com vontade até de fazer um curso de encadernação. A Neide Olic prometeu que vai dar um nível básico lá no atelier da Bia. Vamos aguardar né??

Ah, quero declarar que vou colocar os cadernos em uso…, só para deixar a minha consciência tranquila para poder comprar mais..rsrsr. Tô errada?  O Heraldo me trouxe 2 lindos, da Índia – não sei se vcs sabem mas os indianos e nepaleses são experts nessa arte de reciclar papel e fazer lindos cadernos…ai, ai!! Confesso que tenho ‘dó’ de usá-los, de tão lindos..

Mas pensando nessa minha nova fase movida pela sustentabilidade e simplicidade, de viver o presente, usar as coisas, não ficar acumulando.., bom, vou fazer um esforço para usar todos… Sinto que preciso vencer uma espécie de barreira, dar asas à imaginação sem a auto-crítica exagerada que às vezes me paralisa.., é como se uma folha em branco me remetesse a uma baita responsabilidade! .. Bobagem né? Acho que preciso uma dose extra do floral Larch (um dos que mais tomo…ver detalhes na página acima).

E vamo que vamo! Bjs.

Anúncios