Dançar está, sem dúvida, entre as 10 coisas que mais gosto de fazer, portanto: 6. Adoro dançar, não necessariamente nessa ordem da lista.  Quem me conhece sabe que minha história com a dança é antiga.

Sou adepta das Danças Étnicas.  Invariavelmente, as pessoas me perguntam: ‘Que tipo de dança é essa?’, ‘É dança circular?’, ‘Sagrada?’

Bom, pra começar, toda dança é sagrada…, porque nos põe em contato com a Alma, com algo maior, com os outros seres humanos, de hoje, do passado e do futuro… É uma linguagem universal, atemporal, assim como a música em si.  As danças étnicas também poderiam ser chamadas de ‘danças dos povos’, mas também não são as folclóricas propriamente ditas…rsrs, tem as que são ‘de roda’, e as que não são…, repararam?  É e não é.., é difícil explicar, só mesmo fazendo!

Nas aulas, que faço há muuuuuiiiito tempo, aprendemos um pouco de tudo – ritmos e passos de danças gregas, turcas, árabes, hebraicas, espanholas, portuguesas, brasileiras, indianas, balinesas, libanesas, celtas, etc e tal. Às vezes aprendemos as tradicionais, as danças como se dançam ainda nos povoados longínguos da Europa Central, outras vezes há uma mescla de passos e ritmos, e o pano de fundo pode ser uma música dos Beatles..rsrs, tudo depende da inspiração da professora.

Faço aulas com a Betty Gervitz, a minha preferida. Temos um ‘caso’ de amor antigo, quando eu comecei – há cerca de 25 anos atrás – ela estava também no início da carreira. Suas aulas são sobretudo muito animadas. Eu também já dei aulas para um pequeno grupo de alunas, mas hoje em dia, se a Betty precisar, dou uma aula ou outra como substituta.

É incrível o que a dança faz por mim. Escrevi uma vez um artigo sobre os significados dessa prática e um pouco de minha história, começando pelos meus ancestrais, sob o título ‘Quem dança, seus males espanta’, qualquer dia transcrevo o artigo aqui; não conheci o meu avô, mas dizem que ele adorava dançar…, trouxe com ele discos da Turquia e minhas tias contam que ele dançava fazendo percussão com 2 colheres.., o máximo!

Hoje, a dança me tira do sofá, da inércia, faz meu corpo e cérebro trabalharem em conjunto, estampa um sorriso na minha cara e um brilho no olhar; é quando eu danço que me sinto mais viva! A música me transporta para uma outra dimensão – que parece ser a ‘verdadeira’, o resto do tempo é como se eu estivesse meio adormecida…

Já pensei um dia em até investir nessa ‘carreira’, em dar aulas profissionalmente, tentei alguns caminhos mas não aconteceu, quem sabe um dia.., é que não dá tempo para fazer tudo que desejamos, às vezes precisamos escolher, precisaria dedicar mais tempo para estudar, viajar, organizar todo o material, etc, etc.. Por enquanto, foco na pesquisa (que me dá a sobrevivência) e na cerâmica (que me completa, abre um caminho para eu exercer a criatividade).  Acabo no fim fazendo um pouco de tudo…hehehe.

Posto aqui um vídeo da Loreena McKennitt – que eu adoro! – cantando uma música que dançamos um dia numa apresentação, lá pelos idos do início dos anos 90.., é Santiago – e aqui está numa versão maravilhosa, ao vivo! ENJOY IT!

Anúncios