Este fim-de-semana estivemos em Poços de Caldas-MG. Tenho uma tia que mora lá, de 89 anos (na foto, de preto – a julgar pela faixa etária média das minhas tias, eu vou longe…rsrsrs). É irmã do meu pai, do lado grego da família, ela mora sozinha e tem uma loja de artigos típicos da região; trabalha até hoje, abre e fecha a loja, faz as compras, atende, vende, cobra.., um barato. Sua cabeça ainda tá muito boa! Um exemplo de força e coragem pra ninguém botar defeito.

Foi uma verdadeira viagem no tempo. Recordei minha infância, e meus pais recordaram a lua-de-mel, pois foi pra lá que viajaram, assim como faziam 99,9% dos recém-casados na década de 50. Quando eles completaram 10 anos de casados, voltaram à cidade, acompanhados do meu irmão e eu, e também minha avó.

Depois que meus tios se mudaram para lá, íamos amiúde. Meu tia grego Jorginho era uma cara legal, bem-humorado, super hospitaleiro, e gostava de cozinhar. Sempre teve casas com galinhas e coelhos no fundo do quintal, além de muitos cachorros…adivinhem, a criançada se divertia.

Lembro de uma vez que brincamos com as galinhas de manhã, demos nomes, corremos atrás, colhemos ovos, e no almoço a galinha estava morta, no prato!!! Tadinha…, ali acho que comecei a me definir vegetariana, não tive coragem de comê-la.

Tem mil histórias. É uma parte da minha infância meio ‘Meu pé de laranja lima’ – lembram desse livro? Eu era meio moleca, subia em árvores, comia tangerina do pé, acariciava vacas e porcos…hehee. Bem legal!

A tia Niki (seu nome original é Androniki) é uma figura. Tem uma história peculiar. Nasceu na Grécia, no porto de Piréus em Atenas. Minha avó deu à luz um pouco antes de embarcar para o Brasil, manja só a situação!! E ela veio bebezinha para essa ‘terra do futuro’ como pensava meu avô, junto com a irmã mais velha que já tinha uns 2 anos (Helena – como toda primogênita grega – que vive ainda, com 91!!). Uma epopéia!

Tia Niki tem uma agenda peculiar – ela anota os telefones mais importantes e emergenciais na PORTA do escritório! Moderninha, hein? Vejam só…

Ela sempre teve essa mania de anotar as coisas. Tem uma história que faz parte do folclore familiar – ela guardava o dinheiro num armário, escondido, e mantinha um papelzinho de controle, do tipo: ‘tirei 20’, ‘tirei 10’, e assim por diante; uma de suas empregadas resolveu um dia afanar uns trocados e – desavisada total – deixou também um recado (com o intuito de passar desapercebida…): ‘tirei 15’….., fala sério! Foi pega em flagrante, êta mineirinha burra sô!!

Tia Niki foi uma das dançarinas pioneiras da família no Brasil!! Olhem só a foto dela (1.a à direita), ao lado da irmã Helena e de algumas primas – bacana né? Quem será que eu puxei???? rsrsrsrs

Kalinikta (boa noite em grego) para todos.

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