Ontem foi meu aniversário. Ao contrário de muita gente que faz tudo para esconder ou esquecer, adoro comemorar a data!  Só o ‘Como comemorar’ que está mudando, através dos anos..

Nos últimos, confesso que tenho procurado festejar de forma mais discreta, mais intimista, seja com a família mais chegada, ou com amigas que importam.  Sempre é uma data onde reflito na vida, penso nas coisas que já fiz e estão por fazer, mas penso muito no meu nascimento, nas condições, no dia mesmo, lá nos idos de 56…rsrs

O que será que passava pela cabeça da minha mãe? Do meu pai? Como a família toda me recebeu? Qual o trabalho que dei como bebê? Chorava muito? Mamava? Como escolheram meu nome? Fico imaginando tudo isso, mas nem sempre tenho coragem de perguntar diretamente para a minha mãe…

Acredito que a gravidez e o dia do meu nascimento não tenha sido um período muito fácil para minha mãe, pois antes de mim ela perdeu um bebê durante o parto. Seria meu irmão mais velho, um bebê forte e saudável que estava com o cordão enrolado no pescoço. Como naquele tempo as mulheres davam à luz em casa, com a ajuda de parteiras, minha mãe quis fazer igual, e não deu certo.  Imaginaram o sofrimento dessa mãe?? Com o enxolvalzinho todo pronto..ela até hoje se refere a ele como ‘meu menino’, apesar de eu ter um irmão mais novo..

Deve ter sido uma barra. Por isso acredito que minha gravidez, ou seja da minha mãe, quando me esperava, tenha sido um tanto traumática, com medos e incertezas, mas ao mesmo tempo com uma esperança.. Nasci de fórceps, ou seja, quase não nasci também.., mas os médicos me tiraram  a tempo! Ufa, só de pensar, sinto um pouco de falta de ar..rsrs

Interpreto meu nascimento como uma demonstração de vontade de viver, persistência, uma certa teimosia até, e me sinto vitoriosa. Qualquer dia desses, vou pegar minha mãe de jeito e fazê-la reviver um pouco essas coisas, talvez seja bom para ela falar um pouco disso..

Bom, depois de tudo isso, vcs imaginam, cresci um pouco mimada por todos… rsrs. Só perdi o trono quando meu irmão mais novo nasceu, 5 anos depois.. claro como irmã mais velha tinha ciúmes, e ele era menino!! Artigo valorizado naqueles dias..rsrs Depois ele cresceu e eu me sentia um pouco protetora, mas acho que ele sempre me considerou uma irmã chata..rsrs, um dia converso com ele sobre isso também!

Assoprar as velinhas do bolo faz parte. Sabem o que isso significa? “Símbolo da vida ascendente, …tantas velas, tantos anos, tantas etapas no caminho da perfeição e da felicidade..é preciso apagá-las num único sopro, ..para manifestar a persistência de um sopro de vida, superior a tudo aquilo que foi vivido” (Dicionário dos símbolos, J.Chevalier e A.Gheerbrant).  E não é que é isso mesmo? Sopro de vida, o ar, nossa respiração, isso é tudo! Ano que vem quero as 55 velhinas no meu bolo!!!!

Essa semana também descobri que a letra que cantamos hoje, do ‘Parabéns a você’ é de uma paulistana, e que foi criada em 1942.., bem, esse é um assunto para o próximo post! Bjs!!

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