Trans-parente, trans-lúcida, trans-versa

Parede envidraçada através do qual tudo, ou quase tudo, se vê

O olho é a janela, através do qual se espia, se revela

Luz-cidez

Cada vez mais nítida, sem retoques

A verdade escancarada

Ou pressentida

Sem meio termo, contorno ou disfarce, sem mentira

O avesso do avesso de Caetano

E ainda me espanto com o espanto das pessoas

Os olhos estatelados, querendo fechar a cortina

Para quê? Se tudo é tâo efêmero, passageiro?

Nada mais para esconder, tudo para revelar

Vania

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