Na 3.a aula, a Tânia nos ensinou algumas técnicas de impressão com linóleo.  Linóleo, segundo ela explicou, é uma mistura de cortiça, óleo de linhaça, goma kauri e resinas (fica tipo emborrachado), aplicada numa base de juta – surgiu como uma opção à madeira na criação de xilogravuras, e pode ser usado para cobrir pisos. Aí lembrei imediatamente do linóleo que se usa em teatro, quando a gente vai dançar…legal né? De repente estava eu lá, cavocando meus desenhos em cima da mesma textura onde já dancei…cool!!

Trabalhamos no linóleo com goivas, dessas que se usa para fazer xilogravuras. Pode-se fazer o desenho em alto ou baixo relevo, e para cada possibilidade, ela ensinou 2 ténicas de impressão. Achei um pouco mais fácil cavocar no linóleo do que cortar o stencil.

Alguns exemplos preparados por ela: 

Depois de cavado, o linóleo se transforma numa espécie de carimbo. Primeiro usamos uma mistura de mel com azul cobalto, depois cola arábica com óxido de ferro.

Primeiro fizemos a experiência de transferir a imagem para um papel de arroz, ou manteiga, e depois imprimir no biscoito; pode-se imprimir direto com o linóleo também, o papel facilita quando a superfície é curva. Outra possibilidade é imprimir a imagem em alto relevo no barro ainda meio úmido, ou com um engobe. Depois é só levar ao forno..

Eis algumas fotos dos processos:

Agora é só deixar rolar a criatividade e praticar!!!

Para saber das próximas oficinas, entre em contato com tania.schmidt@uol.com.br

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