Hoje no OESP saiu uma matéria interessante – deu no NYT a ‘última descoberta da ciência’ – o que no fundo no fundo todos nós sabemos: tristeza mata, ressentimento pode gerar crime, e a dependência de drogas pode começar com uma simples carência afetiva…

Dr Bach e todos homeopatas de plantão estão cansados de saber, mas a ciência ‘exata’ ocidental confirma cada vez as relações entre sentimentos e doenças. Dois epidemiologistas britânicos- Richard Wilkinson e Kate Picket – escreveram um livro que mostra como a desigualdade social pode ‘dilacerar a psique humana’: The Spirit Level – Why Greater Equality Makes Society Stronger. Após uma longa pesquisa descobriram que a desigualdade social gera doenças, ansiedades, stress e uma série de patologias.

Segundo os autores, a confiança social e a vida comunitária fortalece o homem, mental e fisicamente. E não é à toa que quando o indivíduo se encontra num patamar muito baixo de hierarquia social, das duas uma:

– ou ele se corroe através de comportamentos autodestrutivos

– ou junta-se a sociedades alternativas de todo o tipo, onde é respeitado e valorizado como um ‘igual’, e pode encontrar lá sua auto-estima; isso inclui gangues…

Poucos são aqueles que superam essas diferenças e dão a volta por cima. É preciso muito equilíbrio e sabedoria interior, desapego, e uma escala de valores invertida, se comparada com a valorização das posses e bens da última moda, tão em voga na sociedade capitalista.  Os florais podem ajudar o indivíduo não se perder, não cair em depressão, mantendo-se longe de um comportamento autodestrutivo, mas os governos do mundo todo deveriam estar mais atenção a isso…

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