Todos nós temos hobbies, passeios, passatempos, coisas que fazemos que nos dão um imenso prazer. Pode ser um almoço com um velho amigo, pescar horas a fio mesmo sem pegar nenhum peixe, caminhar a esmo, fazer compras quando se tem dinheiro sobrando… pode ser qualquer coisa. Os meus estão listados em alguns posts que já publiquei, entre eles – bordar ponto cruz.

As coisas que nos dão prazer pessoal podem não estar em voga, não dar status nem fama…., porém continuam sendo uma fonte repositora de energia. Bombardeados que somos pelo enxame de informação que recebemos a cada minuto, via facebook, email, sms, tv, jornal, rádio, etc etc e tal, temos nossos prazeres confrontados, e por vezes isso nos faz questionar hábitos e costumes, ficamos tentados a mudar, a pensar “quero fazer algo diferente..”, “seria bacana se eu também fizesse….”, e vai por aí a fora.

É curioso como se não seguimos as “últimas tendências” nos sentimos uma pessoa à parte, fora do grupo social ao qual tanto queremos pertencer. À parte do quê?, eu pergunto. Não sei, é apenas um sentimento de não-pertencimento, como se tivéssemos perdido o ‘bonde’, e atrás disso podem vir sintomas de menos valia, rejeição ou inferioridade. Em relação a quê? Ao grupo dos ‘bacanudos’, aqueles que estão na ‘crista da onda’ – o problema é que quando se chega “lá” – seja esse ‘lá’ onde quer que seja.. – o grupo seleto já está em outra, e você continua correndo atrás desse bonde, cujo ponto final não faz a menor ideia de onde se encontra.

Ufa! Essa dinâmica cansa. Acredito que um dos maiores desafios da era moderna é você ser feliz com o que tem, e sobretudo com o que é, com seus prazeres, modos e manias. Sou testemunha de algumas histórias. Se você persistir, continuar no SEU caminho, além de ser feliz, além do seu trabalho ser diferenciado e admirado, daqui a pouco vai ter um monte de gente atrás de você…hehehe. Mas a ideia não é essa; a ideia é manter a individualidade, a direção, o caminho, seja ele qual for.

No meio de tudo isso, continuo com o meu ponto cruz – apesar das tendências agora apontarem para o bordado ‘livre’, crochê, feltragem, e outros que tais, falando de trabalhos manuais… Continuo firme, porque me dá prazer, tranquilidade mental, introspecção, e ao mesmo tempo exerço a criatividade na escolha dos motivos, cores, matizes. Penso enquanto bordo, e vice-versa. Acho que a mesma lógica pode ser aplicada à qualquer área da vida.  Se você acredita em algo e gosta do que faz, se faz com amor e intenção, atitude, pode crer – não dê ouvido ao que os outros falam ou fazem, o importante é ser feliz!

Anúncios