As uvas do cabeçalho são da minha casa. Sim, temos uma parreira no jardim. Engraçado como as coisas acontecem – logo que mudamos para cá o Heraldo, por iniciativa própria, comprou 2 mudas de parreira para crescer sobre o pergolado que meu irmão projetou logo na entrada, de um jardineiro velhinho italiano, na feira. Ele mesmo veio trazer e plantar as mudas – lembro dele até hoje…, de seu sotaque italianado, bem acentuado.

E tempos depois descobri que uma das primeiras mudas que meu avô plantou no jardim da casa dele na Penha foi uma parreira – devia tê-la como lembrança das suas terras na Turquia…. Às vezes as coisas acontecem e não nos damos conta o quanto de tudo isso está no nosso inconsciente coletivo…santo Jung!!!

Sim, costumamos colher e comer as uvas – tem anos que estão doces, outros azedas, depende da chuva e do sol que tomaram, depende da poda no tempo certo (meses sem ‘R’), enfim – uvas são como relacionamentos de amor e amizade. A qualidade dos frutos é diretamente proporcional a como cuidamos deles.

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