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Esta foi a minha peça de cerâmica favorita de 2011. Espero repetir o resultado outras vezes, em 2012. De tão bonita, não quis vender – não saberia estimar um preço, há coisas que não tem preço, no melhor estilo ‘mastercard’… Aí minha próf sugeriu que eu exibisse com o título ‘Acervo’…gostei! Voilá.

Foi feita em barro canadense, branco, em torno, a peça é toda coberta com underglaze preto, e depois o desenho é feito ‘cavando-se’ em volta das folhas (deu um trabalho danado!!), para aparecer a cor original do barro; depois de queimada, aplica-se esmalte transparente e vai ao forno novamente. A queima é em alta, em forno elétrico.

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Super feliz com meu novo ‘mug rug’ – artesanalmente feito com todo carinho por minha amiga Mina, ainda mais para uma ‘tea lover’ como eu…, sensação de calma e relax, a caneca fumegante com o fundo de tecido japonês…. leva a gente pras nuvens!!

Encontrei a peça no Bazar da Bia – aproveitem, tem muita cerâmica, coisas de pano e papel, ainda hoje e amanhã, à R.Moura Brasil, 133 – São Paulo.

 E se quiser ver mais ‘fofuras’ da Mina é só clicar no link aí do lado, blog da Mina!

Finalmente, esmaltei a minha passarada. Demorou, mas o resultado foi ótimo!! Pra comemorar, letra e música de uma das canções mais inspiradoras de Chico Buarque…, se você quiser ver o próprio (mocinho, olhão verde) cantando… clique aqui. Nas palavras dele – “É um rol, um elenco de passarinhos…”, saudades Chico!

Ei, pintassilgo
Oi, pintaroxo
Melro, uirapuru
Ai, chega-e-vira
Engole-vento
Saíra, inhambu
Foge asa-branca
Vai, patativa
Tordo, tuju, tuim
Xô, tié-sangue
Xô, tié-fogo
Xô, rouxinol sem fim
Some, coleiro
Anda, trigueiro
Te esconde colibri
Voa, macuco
Voa, viúva
Utiariti
Bico calado
Toma cuidado
Que o homem vem aí

Nova fornada de xícaras e copos azuis! Gostaria de ter feito mais, mas é sempre assim, a gente acaba se enredando nas tarefas do dia-a-dia, na correria para  ganhar $, sobreviver, comprar isso e aquilo, fazer a manutenção da casa, do carro, do corpo…hehehe, descansar de vez em quando que ninguém é de ferro. E como a cerâmica fica para as horas ‘vagas’, dá nisso…., menos produção do que gostaria, mas a tendência da curva é ascendente..!

Alguns exemplares estarão à venda no Bazar da Bia – nestes dias 8, 9 e 10 de Dezembro, à Rua Moura Brasil, 133, Butantã, SP.

 

 

 

 

 

 

Entre um relatório e outro sai uns bordados, como sempre meu tema favorito – country. Uma ‘cigana’ francesa disse uma vez que minha sina é ser dinâmica mesmo, nunca vou fazer uma coisa só, mas muitas simultâneas…

Engraçado que durante muito tempo eu achava que tinha que escolher, ou isso ou aquilo…e isso me causava um tremendo stress, ficava dividida. Hoje não, aprendi a viver com esse dinamismo, e aceitar todas essas ‘pulsões’ dentro de mim, ou sub-personalidades como define a Psicossíntese.

É óbvio que tudo cansa, tudo enjoa, nada é definitivo, para sempre, etc etc…. Ah, ela me disse também que uma das minhas características-chave é a mudança, o movimento, sempre – acho que por isso gosto tanto de dançar!  O importante é dar vida à voz interior, quando ela aparece, aos desejos, às necessidades. Aí é o céu…., a realização.

Voilá, as figuras mais recentes impressas em ponto cruz!!!

Vila, vilarejo, rua, casaredo. Via, avenida, calçada, beco sem saída. Praça, vilinha, vizinhança, condomínio.

Como é doce e amarga a convivência em comunidade. Você conhece o seu vizinho? Vocês se ajudam, se odeiam ou se ignoram?

Este é o desenho completo da Vila, em cerâmica com alto-relevo.

Casa, casinha, casão, home, lar, barracão. Castelo, puxadinho, cafôfo, ninho. Caverna, iglu, buraco, cingapura. Biboca, abrigo, refúgio.

Seja lá qual for o nome, o sentimento é o mesmo – paz e aconchego, proteção contra raios e tempestades. Talvez nem sempre para todos, mas é um desejo inerente ao ser humano, ter seu canto, sua toca, um lugar para dormir longe dos predadores de todos os tipos..

Este é um trabalho de relevo na cerâmica – trabalha-se o desenho numa placa de gesso, em baixo relevo, e depois a impressão é feita na argila ainda  crua. Minha inspiração foi um casario, uma rua cheia de casinhas germinadas, uma visão bucólica da felicidade….

Todos nós temos hobbies, passeios, passatempos, coisas que fazemos que nos dão um imenso prazer. Pode ser um almoço com um velho amigo, pescar horas a fio mesmo sem pegar nenhum peixe, caminhar a esmo, fazer compras quando se tem dinheiro sobrando… pode ser qualquer coisa. Os meus estão listados em alguns posts que já publiquei, entre eles – bordar ponto cruz.

As coisas que nos dão prazer pessoal podem não estar em voga, não dar status nem fama…., porém continuam sendo uma fonte repositora de energia. Bombardeados que somos pelo enxame de informação que recebemos a cada minuto, via facebook, email, sms, tv, jornal, rádio, etc etc e tal, temos nossos prazeres confrontados, e por vezes isso nos faz questionar hábitos e costumes, ficamos tentados a mudar, a pensar “quero fazer algo diferente..”, “seria bacana se eu também fizesse….”, e vai por aí a fora.

É curioso como se não seguimos as “últimas tendências” nos sentimos uma pessoa à parte, fora do grupo social ao qual tanto queremos pertencer. À parte do quê?, eu pergunto. Não sei, é apenas um sentimento de não-pertencimento, como se tivéssemos perdido o ‘bonde’, e atrás disso podem vir sintomas de menos valia, rejeição ou inferioridade. Em relação a quê? Ao grupo dos ‘bacanudos’, aqueles que estão na ‘crista da onda’ – o problema é que quando se chega “lá” – seja esse ‘lá’ onde quer que seja.. – o grupo seleto já está em outra, e você continua correndo atrás desse bonde, cujo ponto final não faz a menor ideia de onde se encontra.

Ufa! Essa dinâmica cansa. Acredito que um dos maiores desafios da era moderna é você ser feliz com o que tem, e sobretudo com o que é, com seus prazeres, modos e manias. Sou testemunha de algumas histórias. Se você persistir, continuar no SEU caminho, além de ser feliz, além do seu trabalho ser diferenciado e admirado, daqui a pouco vai ter um monte de gente atrás de você…hehehe. Mas a ideia não é essa; a ideia é manter a individualidade, a direção, o caminho, seja ele qual for.

No meio de tudo isso, continuo com o meu ponto cruz – apesar das tendências agora apontarem para o bordado ‘livre’, crochê, feltragem, e outros que tais, falando de trabalhos manuais… Continuo firme, porque me dá prazer, tranquilidade mental, introspecção, e ao mesmo tempo exerço a criatividade na escolha dos motivos, cores, matizes. Penso enquanto bordo, e vice-versa. Acho que a mesma lógica pode ser aplicada à qualquer área da vida.  Se você acredita em algo e gosta do que faz, se faz com amor e intenção, atitude, pode crer – não dê ouvido ao que os outros falam ou fazem, o importante é ser feliz!

Esta é uma das minhas últimas peças, da aula em que trabalhamos texturas decoradas com engobes. Gostei do visual ‘cestaria’, do efeito rústico, olhando parece feita de um tecido ou trançada com fibra, e a borda também ficou bem legal, com umas dobrinhas…

Este é meu trabalho mais recente em ponto cruz. Essa toalha tem uma história. Foi feita para a neta de uma amiga, que mora na Espanha, mas começou a ser feita quando a menina estava pra nascer.. Na época pensei: o nome dela é tão curtinho, vou fazer – para compensar – um risco maior e um tantinho mais complicado…

Acabei escolhendo um risco su-per difícil…hehehe, daqueles cheios de meio ponto para criar o efeito arredondado do risco, e encarei como um desafio. Dia vai, dia vem, entre uns e outros relatórios, acabou passando 1 ano e a toalha com apenas 3 letrinhas…não ficou pronta. Eu pretendia mandar no aniversário da menina de 1 ano, e não consegui.., caramba!

Bom, mais um ano se passou, acreditam? E a toalha lá.., quando o 2.o aniversário da Ana começou a se aproximar, pensei: ‘agora é questão de honra!’.  Peguei firme, aproveitando uma entressafra de relatórios, e voilá! Espero que mãe e filha gostem!! Lá vão meus pontinhos morar na Espanha! A essa altura, estão na mala da vovó coruja, em pleno vôo.

Ana, feliz cumpleanos!!

IMAGEM DO DIA

Mug made by Jennifer Falter

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