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Traduzindo literalmente do chinês, seria algo como Crise-Oportunidade, um mesmo ideograma que significa as duas coisas. Esse conceito já foi muito debatido e esmiuçado, mas nada como viver na própria pele. Sou testemunha de como algumas fases críticas da minha vida geraram novos horizontes, abriram novas alternativas e escolhas de vida, it’s amazing!!

Uma delas está ocorrendo desde há alguns meses, mas creio que já saí do olho do furacão. A ‘crise’ foi gerada por uma soma de contingências – começando pelo trânsito infernal da cidade de SP, principalmente na Raposo Tavares, que seria o caminho ‘natural’ da minha casa para o buxixo da cidade, o centro, onde as coisas ‘acontecem’. Passando também por uma maré baixa de trabalho, onde você acaba mudando mesmo de hábitos, como avaliar as opções de preço do mercado e escolher as mais baratas sem abrir mão de um mínimo de qualidade. Já se foi o tempo em que eu enchia meu carrinho de compras apenas com minhas marcas favoritas, sem nem mesmo olhar quanto custavam…

Bem, só a soma desses dois fatores me levaram a testar algumas alternativas proximas à minha casa, e como dizem naquela campanha da Pepsi – aliás muito bem sacada – Pode ser? Eu me descubri cheia de preconceitos, achando que os serviços oferecidos na vizinhança não se comparavam aos oferecidos nos bairros nobres, mas um dia fui experimentar, e gostei! Começou pela dentista, passou pela manicure, cabelereiro, mercadinhos, posto de gasolina, parque*, etc.

De repente, descobri o meu bairro! Essa é uma tendência que já foi descoberta há alguns anos atrás, pelas grandes redes de supermercado – cheguei até a fazer alguns estudos de pesquisa de opinião sobre o assunto. Assim, vislumbraram essas pequenas ‘aldeias’ de consumidores, que por não terem carro disponível ou morarem longe dos grandes centros, são impulsionados a consumirem ali mesmo na vizinhança, e deu-se início à proliferação dos ‘mercados de bairro’, ou ‘de vizinhança’, como Extra Fácil e Dia (da rede Carrefour).

Na verdade, para mim, é um tipo de volta às origens, pois eu vivi toda minha infância e adolescência na Penha, que por si só se completava, só precisávamos ir até a ‘cidade’ quando íamos a algum médico especialista…, no mais, o bairro era nossa pequena cidade, nossa tribo,  ou “comunidade”, como se chamam hoje de forma eufemística, as favelas.

Isso se fez mais forte nestas últimas semanas, quando fiquei sem carro, e comecei a andar a pé pelas ruas do bairro. E me invadiu uma sensação de intensa felicidade e independência. Sem falar na procura por viver uma vida mais SIMPLES, e de bem com o planeta.

Pois é, são as crises que nos levam a descobrir essas novas oportunidades, basta abrir os olhos e querer ver… por que não?

(*) Não deixem de visitar minha página http://cuxixo.wordpress.com para saber a quantas andam minhas descobertas pelas caminhadas do bairro!

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Sou do tempo que ‘notebook’ significava apenas um caderno de anotações, brochura ou espiral, desses que a gente levava na escola.

Da série ‘DEZ COISAS QUE ADORO FAZER’, a segunda da lista (não necessariamente nessa ordem de importância) é..

2. Adoro comprar cadernos

É uma espécide de compulsão, eu diria.., não posso entrar nessas papelarias ‘descoladas’ que acho sempre uma justificativa para comprar mais um…, ‘tava em promoção’, ‘tô precisando de um para isso, ou aquilo..’, ‘ai que lindo!!’, e por aí vai.

Bom, nessa tarefa de arrumar os armários do início do ano, advinhem: achei váááários cadernos muito pouco usados, diria..2% ou 5%, e o resto de folhas em branco, limpinhas, esperando pensamentos, letras e rabiscos.

O fato é que sempre gostei de escrever, e tenho váááários outros preenchidos, cheios de reflexões de adolescência e pós -adolescência.  Eu não tinha o hábito de escrever diários tradicionais, relatando simplesmente os acontecidos, mas era uma forma de pensar alto, refletir comigo mesma.., e assim fui desenvolvendo gosto pela coisa, até chegar no blog!!

Blog é bacana, é o diário eletrônico, mas nada se compara às emoções despertadas quando você folheia um caderno antigo, relê sua própria letra, vê como ela evoluiu (ou involuiu..rsrs), revive o momento com muito mais intensidade.., por isso cadernos de papel vão ser sempre insubstituíveis.

Gosto na verdade de papelarias em geral, até uma Kalunga me diverte, essa época de ‘volta às aulas’ sempre me traz boas lembranças. Era a época que mais gostava… podia comprar cadernos novos, lápis, borracha, encapar os cadernos.., chego a sentir o aroma das folhas brancas novinhas…, sou meio ‘fissurada’ em papel.

Quando trabalhava na região da Paulista, gostava de ir até a Paper House na Oscar Freire, acho que eles foram meio inovadores nesse mercado. Agora que ando mais pelos lados de Pinheiros e V.Madalena, gosto de xeretar na Portfólio – que fica na Mourato Coelho.  Eles têm um estoque de moleskines* incrível, encapados de tecidos estampados nos mais variados padrões…, é impossível não comprar nada – gosto de dar de presente também!

*Moleskine, para quem não sabe, é o nome que se dava aos cadernos que Vincent van Gogh, Pablo Picasso e Ernest Hemingway usavam para fazer anotações (chiqqqquuuuéééérrrrimo), aqueles de capa preta dura com elástico. Para quem gosta de fuçar, entrem nos sites www.moleskine.com e www.moleskineus.com e divirtam-se!

Sou tão encantada por esse assunto que estou com vontade até de fazer um curso de encadernação. A Neide Olic prometeu que vai dar um nível básico lá no atelier da Bia. Vamos aguardar né??

Ah, quero declarar que vou colocar os cadernos em uso…, só para deixar a minha consciência tranquila para poder comprar mais..rsrsr. Tô errada?  O Heraldo me trouxe 2 lindos, da Índia – não sei se vcs sabem mas os indianos e nepaleses são experts nessa arte de reciclar papel e fazer lindos cadernos…ai, ai!! Confesso que tenho ‘dó’ de usá-los, de tão lindos..

Mas pensando nessa minha nova fase movida pela sustentabilidade e simplicidade, de viver o presente, usar as coisas, não ficar acumulando.., bom, vou fazer um esforço para usar todos… Sinto que preciso vencer uma espécie de barreira, dar asas à imaginação sem a auto-crítica exagerada que às vezes me paralisa.., é como se uma folha em branco me remetesse a uma baita responsabilidade! .. Bobagem né? Acho que preciso uma dose extra do floral Larch (um dos que mais tomo…ver detalhes na página acima).

E vamo que vamo! Bjs.

Chega de picar papéis!! Cansei!!

Olhem só..dentro desses sacos estão meus relatórios, questionários, propostas, etc etc dos anos de 93 a 98!! 5 anos de projetos, que vão virar lindos papéis reciclados.. Quantas árvores será que consegui poupar com todo esse papel?

Não se iludam… ainda falta 1999…até 2009!! Fora o arquivo arqueológico de 89 a 92… Bom, vou tomar fôlego para começar a 2.a etapa, agora só mês que vem..

Se alguém precisar, me indicaram um cara, chamado Márcio (F:11.2837.6840 ) que retira em condomínios e manda pra reciclagem. Coitado, saiu com o Fiat Uno lotado até o teto de sacos, quase que precisou ir buscar o caminhão..rsrsrs

Ufa! Estou me sentindo mais leve, e o melhor: sem um mínimo de apego a tudo isso, é processo limpeza mesmo… interna e externa!  ….hehe

Ah, a propósito: essa árvore Ficus Benjamim aí do cabeçalho está na calçada da minha casa. Fomos nós mesmos que plantamos, ainda quando a casa estava sendo construída. Ela é liinnnda!!

Tudo bem, ela não é das espécies mais apropriadas para uma calçada (já tivemos que mandar refazer o calçamento 2 vezes, por conta das raízes que cresceram..) , mas ainda bem que não fui eu que escolhi…! Ela  já foi tema de algumas discussões matrimoniais.. rsrsrs , até o dia que falei pra ele: você escolhe, se mandar cortar peço o divórcio, tô fora! Vcs acham que fui muito radical?… Ainda bem que ele escolheu ficar com as duas.. 

Bjs! Vanvan.

Olá mundo! Este é um blog multi-uso! Vai servir de reflexão, tipo um diário mesmo, vou postar as coisas que andam pela minha cabeça, e também para divulgar as coisas que ando fazendo, compartilhar ideias, sites legais, etcetera..

No afã da minha procura pelos planos B, C e D – quem é mais chegado, sabe que B é de Bach (Florais de), C é de Cerâmica, e D é de Dança – vem predominando de uns meses pra cá a história da arte, da criatividade, do ‘handmade’.  O impulso de criar, inventar, bordar, pintar, está muito forte, latente. Me vieram várias lembranças de quando era adolescente e fazia aulas de pintura na Norma Vechiatti.. Sei que é um movimento interno para resgatar toda essa sede de fazer algo ‘belo’, original, colorido. Um dia conto essa história em detalhes.

Bom, nesse afã, cruzei com alguns sites legais, criativos, e pensei ‘nossa, como tem gente boa nesse mundo, inventivo, criando coisas originais.., que vontade de fazer tudo isso…’ as coisas começaram a borbulhar, e desandei a comprar materiais dos mais diversos, canetas, lápis, papel, tintas, carimbos, etc etc. Ao mesmo tempo, percebi quantas coisas tinha em casa sem usar: papéis, canetas, lápis aos montes… aí atacou a Dita Cuja, mania de organização e reflexão.

Resolvi que uma forma de SUSTENTABILIDADE APLICADA AO MEU COTIDIANO, seria aproveitar o que tenho em casa, nos armários, usar, ou doar, jogar fora, antes de ficar comprando e entulhando cada vez mais coisas…fazer um feng shui rápido..

Esse é meu principal pensamento por enquanto: SIMPLICIDADE significa..

  • ter menos coisas
  • se preocupar menos em ter mais, ou em comprar mais
  • pensar em consumir o que já tenho, ler livros que comprei e nunca li, usar roupas que não uso ou dar/consertar/reciclar, bolsas que estão literalmente mofando no armário, etc

Atrás disso, penso – morar em uma cidade mais ‘simples’ é a solução? Boissucanga? Ou a simplicdade está dentro da gente e não na cidade? Será a idade? Que torna tudo mais reflexivo? A veire..

Bs! Vanvan.

IMAGEM DO DIA

Mug made by Jennifer Falter

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